23.2.08

she is beyond good and evil

the pop group


segundo alguns, a melhor canção de sempre.

mensagem pessoal (6)

em forma de mote (emprestado).

não complica, joga fácil.

ossos do ofício

mas não só.

de madrugada parto para santiago de compostela naquela que se adivinha a viagem mais enigmática de sempre. de lisboa partimos uma portuguesa e um sueco e no regresso a lisboa, com uma passagem por leiria, contamos com um americano e um italiano. a preparação da minha (e a de alguns de vocês) noite de segunda-feira começa, depois de uma semana inteira de detalhes, daqui a umas horas, interruptamente.

my status is set to (7)

cansada.
e a precisar de um fim-de-semana rodeada de verde e silêncio.

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no alentejo.

20.2.08

tenho tido mais que fazer

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sintra

16.2.08

dos dias mais tristes de sempre

adoro aquele slogan que dizia algo como "vocês pensa que os acidentes só acontecem aos outros? os outros pensam o mesmo!". na verdade, de uma forma simples, conseguia causar impacto e fazer parar para pensar, nem que fosse durante cinco segundos. os que demoravam a perceber o jogo de palavras e a tomar consciência da sua veracidade.

agora digo alzheimer. repito: alzheimer. e repito num exercício de lucidez. num consciencialização de que existe, de que a ouço e digo mais vezes do que as que desejava. às vezes já não choro. digo-a só. e isso assusta-me. mas espero, ainda, algo em contrário.

alguém diz, ao menos não a vais perder. e eu respondo: vou, vou perdê-la todos os dias um bocadinho. ela também se pode perder todos os dias mais um bocadinho. ou perder-se completamente. e, portanto, perde os outros também. vai ficar sozinha, mesmo quando estiver rodeada de gente. e nós, mesmo ao pé dela, podemos nunca mais vir a tê-la. o convívio será mórbido, antecipador de um mal maior, uma dor que cresce no peito que parece que já não cabe e quer rebentar. os nomes serão miragens e as caras papel de parede. e o confronto será o das memórias: as nossas a tentar não esquecer as que ela contou e já não sabe que existem.

não há, na doença, formas felizes de envelhecer. não há sofrimentos comparáveis. há sofrimentos. mas viver sem noção é triste demais. às vezes acho que não vou aguentar. às vezes imagino o dia em que não serei reconhecível. e outras penso que se um dia morreres eu morro contigo. mesmo que seja penosamente, todos os dias um bocadinho.

dicionário

inesquecível,
em formato exclusivamente lexical.

todas as coisas são (possíveis de ser) inesquecíveis. e quando digo coisas digo quê, quando, como, onde e porquê. tudo mesmo. portanto: todas as coisas são inesquecíveis até ao dia em que se tem alzheimer.

10.2.08

amanhã é que vai for

já dizia o outro.

ainda em concertos

aproxima-se um dia dos namorados (sem namorado!) verdadeiramente especial.

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steffen basho-junghans

quem perdeu este concerto

perdeu tudo.

ensemble shanbehzadeh.

sete segundos

um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete.

já cá volto.

assim do nada e só porque sim

deixei de contar os dias, como se fossem eles que me determinassem as emoções, antes passei a ignorá-los na esperança de que, havendo a relação suposta, deixasse de senti-las. como se, fazendo uso gratuito da voz comum, assumisse que o tempo cura tudo: desinfecta feridas abertas e cicatriza-as. é mentira. que do tempo não é possível esperar tal coisa, a cura. talvez o tempo seja discernimento, talvez seja reflexão e talvez torne uma coisa noutra coisa, talvez mais vaga, talvez mais longínqua, mas não inexistente. que os dias, mesmo os que deixei de contar, são traços pintados nos braços e nas pernas, são histórias que não se apagam, que a água não lava e o tempo não apaga. há um dia, sempre, em que ao arregaçar a roupa se lêem os traços ou noutro dia se proferem palavras sobre essa histórias ou ainda outros dias em que mesmo não lendo, mesmo nada dizendo, os temos connosco: vivem em nós. e não, o tempo não cura tudo. e o esquecimento, que insiste em não levar aquilo que a memória guardou inesperada e infelizmente, não acontece porque queremos, mas apenas por acaso.

3.2.08

finalmente, uma razão para ver outro canal que não o foxlife (2)

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finalmente, uma razão para ver outro canal que não o foxlife

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eis que chegou a terceira série.

segredo público

o equilíbrio.

everybody's free (to wear sunscreen)

mary schmich, chicago tribune.

" Do one thing every day that scares you."

inspiração

adaptada para o carnaval.

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lydia lunch

(a outra) leitura

mind wide open, steven johnson.

é a minha estreia em livros pseudo-científicos e pseudo porquê?, porque aborda a neurologia e explica o funcionamento do cérebro em palavras e termos compreensíveis pela maioria dos comuns - o autor não tem qualquer formação científica. o tema é bastante interessante e após a leitura de algumas páginas já o consigo aceitar mais como um livro de auto-conhecimento que como um desmistificador. embora cada uma das visões resulte na outra e ambas signifiquem, no fundo, a mesma coisa, refiro-me a auto-conhecimento como a construção lúcida e a desmistificador como uma destruição dos mitos que criamos nas mesmas circunstâncias e atribuem ao pensamento algo no qual é possível navegar. assim, diria para terminar, que reconhecer a vantagem do auto-conhecimento é mais positivo do que aceitá-lo, exclusivamente, como um destruidor de sonhos, mesmo que o implique inevitavelmente.

leitura

das mãos.

vou ser apaixonada a vida toda e aos trinta posso muito bem encontrar o homem da minha vida. espera-me uma vida longa e bem de saúde. dinheiro, pois, disso é que não há.

sóbria

em forma de enigma.

troquei o gin tónico por chá de menta. e logo eu que gosto de gin tónico e nunca gostei de chá de menta.

hoje há soluços

os pipis acabaram.

apetecia-me estar uma semana fora de órbita

a palavra não é férias sequer. é desligar mesmo. pegar em mim e ir para o fim do mundo, sozinha, sem ver ninguém e sem falar com ninguém. uma semana.

e não peço mais nada até ao natal, juro.