31.1.09

"só mais uma coisinha.

se és tu quem vai acordar para sempre contigo, não te fodas, faz amor contigo".

QUIMPOSTOR, luxfrágil n.º5

ele diz que me vai levar com ele para áfrica

e eu rio-me, enquanto lhe reafirmo a piada e o sentido de humor. na verdade ainda espero uns instantes que ele diga que não, que me vai mesmo levar com ele para o lugar que diz ser o mais próximo do paraíso. não que faça qualquer sentido, não que eu quisesse ir porque ser com ele, mas porque às vezes desejo, nos verdadeiros momentos de fraqueza (mais que nos de lucidez que me acompanham diariamente), que alguém pegue em mim e me leve para qualquer lado e me proteja e me faça sentir segura sem me perguntar o que quer que seja. sem me fazer decidir seja o que for e que, aconteça o que acontecer, vai sempre gostar de mim por aquilo que eu, verdadeiramente, sou.

29.1.09

eis que me pergunto:

(quem souber responder que se chegue à frente!)
o que é que se oferece à mãe, quarenta e oito natais e aniversários depois, que ainda não tenhamos oferecido e a possa, de igual forma, agradar e surpreender?

devo advertir os meus caros leitores para o facto de que o conteúdo do vídeo que se segue poderá ferir susceptibilidades

já tinha ouvido falar deste vídeo há uns tempos e hoje lembrei-me de o ir procurar e aqui está.
para quem não sabe michael stipes, vocalista dos r.e.m., assumiu, há pouco tempo, a sua homossexualidade publicamente. depois disso, fez uma declaração pública (encenada) onde congratula os seus bandmates pela sua coragem em assumir-se... heterossexuais.

e quando ficamos todos um bocadinho (mais) neuróticos

havia sempre uma pessoa a quem eu pedia conselhos, nos momentos de crise ele na sua voz sábia e consoladora e conseguia sempre expor as coisas de forma tão clara que eu conseguia decidir tudo na minha vida mais facilmente. primeiro porque me conhecia (e conhece) como pouca gente, porque percebe os meus gostos e até temos alguns em comum. era como se fosse o meu irmão mais velho, mas as vicissitudes da vida - os adultos complicam tudo! - já nos pregaram algumas. levantamo-nos sempre, às vezes um pouco recalcados, mas sãos. e seguimos até à próxima.
agora que penso, eu tinha um psicoterapeuta (com formação em) de borla, pelo telefone e a qualquer hora e por tempo indeterminado. aviso já que é um luxo.

a questão é - e sempre achei engraçado o facto dos psicólogos terem psicólogos - quando a pessoa que nos atende o telefone também tem dúvidas. também se perde. e o choque acontece quando pergunto: 'o que é que eu faço?' e recebo como resposta 'estás a perguntar a uma pessoa que não se consegue decidir para te ajudar a tomar decisões?

eu nunca fui a miúda fixe e aventureira que gramava as diversões mais arriscadas na feira popular

andar na largarta já era uma aventura. lembro-me bem que havia uma parte em que parecia que os carris acabavam e a largarta dava uma curva, isso já era assustador. no dia em que fui à passagem de terror o fredie kruger parou a serra eléctrica e disse-me 'váá, passa lá...', inclinando a cabeça nesse sentido, como se tivesse acabado de estragar a brincadeira. e a primeira vez que andei na montanha russa, foi tão surpreendente e tão bom, que nunca mais voltei a por lá os pés.

até ao dia em que me perdi.

28.1.09

o bom, o mau e o vilão

ou 3 em 1 ou todos os homens têm um lado bom... ou três, claro, tudo depende do ponto de vista.

o bom:

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o mau:

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o vilão:

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25.1.09

já dizia o outro: cuidado com o que se desejas porque pode muito bem acontecer (5)

b-a-r-c-e-l-o-n-a.
está decidido.

tenho saudades daquelas noites incríveis de há um ano atrás

mesmo com todos os excessos, aquelas noites rejuvenesciam-me, de certeza. a minha teoria é pensar que destruía um bocadinho mais o fígado, mas dava alimento à alma. como roubar aos ricos para dar aos pobres.
e só há duas formas de eu dançar como se não houvesse amanhã: eu-sóbria-em-casa ou eu-gin-tónico-em-espaços-públicos. claro que depois há variantes de ambas, mas estas são as mais representativas.

o merriweather post pavillion e os animal collective agora em título

são ou não são a coisa mais bestial e genial de sempre? sãããoooooo.

as preferidas, para já, são a já-galardoada-música-do-ano-em-pleno-mês-de-janeiro MY GIRLS (a nabice não me está a permitir publicar o vídeo) e BROTHER SPORT.

sempre que veja a sic mulher e o programa de uma das duas fico realmente intrigada e pergunto-me, embora sem sucesso na resposta

será que a tyra banks e a oprah são amigas ou não se podem ver à frente?

já dizia o outro: cuidado com o que se desejas porque pode muito bem acontecer (4)

ontem, já de madrugada, enquanto ouvi - contentíssima - o novo disco dos animal collective (merriweather post pavillion) no meu ipod levantei a cabeça da almofada, cerrei o punho, e disse com convicção: é isso, eu vou. depois fiz contas de cabeça, virei-me, voltei a virar, adormeci e hoje acordei um bocadinho mais convencida a ir, ou seja, está tudo mais ou menos na mesma e, por via das dúvidas, tomei o meu primeiro valdispert.

três meses depois

a vicky e a cristina chegam, de barcelona, a lisboa.

time to pretend

MGMT
em barcelona (maio) e em lisboa (julho), 2008.

curioso como não falei uma única vez de uma das bandas que marcou o meu 2008. além de que faz parte das bandas internacionais que, num ano, vi duas vezes valeu a minha primeira entrevista a uma banda - hypezinho de brooklyn ainda por cima. entrevistei o andrew (frontman) durante uns breves dez minutos - o tempo era pouco e eu ainda consegui acabar uns segundos antes - em que consegui um nunca-ninguém-me-tinha-feito-essa-pergunta, que deve ser a modo que dez pontos para o ego de um jornalista. outra coisa que consegui foram dez minutos de ruído e barulhos que não vozes no maravilhoso gravador profissional que me emprestaram.

Photobucket

e eu sei que ao não fazer um balanço de 2008 posso ter dado a impressão que tinha corrido mal mas, pelo contrário, valeu-me um sem número de novas e positivas experiências que me fizeram muito feliz.
talvez, exclusivamente para efeitos de registo, um dia destes o faça.

já dizia o outro: cuidado com o que se desejas porque pode muito bem acontecer (3)

sou capaz de estar prestes a tomar o primeiro calmante da minha vida.

já dizia o outro: faz o que te digo não faças o que eu faço

o que eu gosto da sabedoria popular.

já dizia o outro: cuidado com o que se desejas porque pode muito bem acontecer (2)

barcelona ou lisboa?

já ouvi tantas opiniões e conselhos e se-eu-fosse-a-ti que serviu precisamente para me confundir ainda mais, isto porquê? porque não tenho a certeza, porque se quisesse muito ir ou muito ficar pegava nos conselhos que me interessavam e seguia-os. assim, de olhos fechados, como de costume. há pessoas que dizem coisas muito certas para ambos os lados e isso também não me ajuda. sei que qualquer decisão, atendendo aos detalhes, será uma boa decisão, mas só eu é que a posso tomar.

já dizia o outro: cuidado com o que se desejas porque pode muito bem acontecer

opá - digo eu a bater com o pé no chão contrariada enquanto cruzo os braços e olho para o chão arreliada -, assim não brinco!

24.1.09

pedido

eu gostava mesmo de ter um convite para o star tracker e fazer parte daquela comunidade. alguém tem um convite que me possa (queira!) dar?

agradecida.

22.1.09

as quintas-feira têm sempre um sabor especial

às sete a minha mãe chama-me e eu vou para a cama dela dormir com a sobrinha. hoje dormimos até às onze, nunca durmo muito, porque ela mexe-se, revira-se e acordo entre os pontapés e a preocupação de que não esteja destapada ou caia da cama.

mas o melhor momento do dia começa com o acordar. temos vários formatos, mas ela acorda bem disposta a maioria dos dias, ou me beija ou diz bom dia ou diz já acordei, como hoje.

depois temos muitos bocadinhos só nossos.
dois, hoje:

- queres que a tia te conte a história dos três porquinhos ou do patinho feio?
- eu vou só apagar a televisão e quando apagar tu contas-me a do porquinho feio...

ou...

- deixa a tua por a camisola interior por dentro para ficares mais quentinha.
- tu é que és uma tia muito simpática - diz abraçando-me...

ser tia é... delicioso.

20.1.09

chamem-lhe parceria com a comunidade

mas hoje a convite da minha querida amiga e professora s. fui à sua escola e assisti a uma aula. ajudei os meninos a fazer pesquisas na internet e, por um dia, também fui a professora s.: foi lindo e adorei.
hei-de escrever um texto decente sobre esta experiência e o quanto me agradou, mas hoje, não sei porquê - acho que não foi por causa do professor de educação física! -, não estou de muitas palavras escritas. mas eu volto ao assunto e, semanalmente, às aulas de informática.
eu chamo-lhe amizade e cumplicidade, mas isto sou eu, porque posso.

18.1.09

são cinco e dezanove da manhã

ai que saudades que eu já tinha de começar posts com as horas.

'pá, desculpem-me o palavreado, mas passei a noite a ver merdas no youtube, decadente, sim, chegou a ser deveras decadente. felizmente houve excepções: vi alguns vídeos dos quais toda a gente fala e eu nunca tinha visto. a bem dizer, o saber não ocupa lugar, pelo menos para alguns.

e aproveitando a temática e a minha onda youtubiana, deixo-vos com um vídeo que apura o conhecimento da tribo política do nosso país que, discutindo diariamente o nosso futuro e aprovando e desaprovando tanta coisa, não fazem a p*** da ideia de qual é o ordenado mínimo nacional. aos queridos leitores, devo dizer que se não sabem aproveitem para se rir, mas também para aprender, não façam como o outro que diz que "interessa, mas não é importante", em que é que ficamos, está meio cheio ou meio vazio?

a pedido de várias (embora poucas) famílias

largámos o luto e arejámos a coisa.

este tracejado vermelho ao clicar nos linques é pavoroso, mas por estes lados a paciência para edição de blogues esgotou-se há algum tempo. agora que penso, e o ano passado esqueci-me de o assinalar em outubro, por estes lados já se debitam caracteres desde dois mil e três. para os que me descobriram nestes confins é difícil perceber, mas os outros já me conhecem desde há três blogues atrás. fica aqui, aproveitando a tardia e inapropriada ocasião, o agradecimento a todos os que cá vêm, os novos e os velhos que, com paciência e por vezes amizade, me viram crescer - seja lá aquilo que desse lado parece.

enquanto metade do mundo anda a ouvir o novo disco dos animal collective eu ando a curtir o best of dos blur

uma:


BOYS AND GIRLS

outra:


BEETLEBUM

e ainda:


SONG 2

vou ser madrinha de casamento

e portanto hoje fui vê-la vestida de noiva. o vestido está comprado e a partir de hoje parece que tudo é mais que definitivo. passei a tarde a fazer uma to do list com os noivos, parece pouca coisa, mas a ideia que me dá - da experiência que tenho da minha irmã - é que há sempre qualquer coisa para tratar.
como madrinha, obviamente, tenho algumas responsabilidades que faço questão de cumprir, as quais faço toda a questão de cumprir. por outro lado começa-me a assaltar a ideia do vestido perfeito, naveguei muito na net e ainda não encontrei 'the one', embora ainda faltem nove meses e eu queira pensar que daqui a seis estou bem mais em forma.

acho realmente um privilégio poder participar numa festa tão bonita como o é um casamento entre duas pessoas que se amam e estão, ambas, empenhadas em organizá-la. estou muito contente por estar a fazer parte da vida deles desta forma, amiga orgulhosa dixit.

15.1.09

pois é, bebé

há dias dizia à minha mãe, com o objectivo de atestar a minha sensatez e lucidez:
- mãe, tenho quase trinta anos...

assim que o acabei de dizê-lo lembrei-me que ainda não foi há meia dúzia de meses que lhe disse:
- mãe, já não tenho dezoito anos...

o sexo dos anjos

acho que a única razão pela qual as mulheres continuam a dizer: 'ainda eles dizem que nós é que somos complicadas' é exclusivamente porque no antigamente as mulheres só tinham um homem, complicado ou não não tinham ninguém a quem o dizer e desabafar era mais com os tachos e as panelas que, não falando, não puderam perpetuar estas frases-feitas das mulheres para os homens. e não porque as mulheres são mais complicadas entre os dois sexos.

compreender os homens não é fácil. também para eles o mundo está em mudança. deixaram de ser exclusivamente objectos e agora habituam-nos ao somos-tão-amigos-'bora-ver-filmes-todos-os-dias; convidam-nos para sair e falam-nos de outras mulheres; são demasiado sensíveis e intelectuais para responderem ao desejo num local público; dizem meses mais tarde gostava-de-te-ter-conhecido-melhor-muito-melhor e têm as erecções confinadas ao prazer que lhes dá ir a concertos e fumar ganzas. meninas, isto não anda fácil.

voltem os homens objecto, voltem os galanteios, voltem os agora-que-te-encostei-à-parede-quero-ver-como-te-safas; voltei as mensagens directas e tudo aquilo que de bom um corpo e alma femininos possam despertar de bom num homem, mas sempre com muito charme claro. lá por sermos homens e mulheres e respondermos a desejos não temos de ser miseravelmente baixos e sujos. é que se isto continua assim eu estou condenada ou a votos profundos de celibato ou a ter de responder a desafios que atentam à minha integridade moral.

b:

de barcelona.
de berlin.

'tá bem abelha

os dias em que recebo mais beijos e mais mimos da minha sobrinha é quando sou uma vaca. passo a explicar: no jim jam há uns desenhos animados, que eu nunca vi, onde a vitória e o pintas, uma vaca e um cão respectivamente, são amigos e protagonistas.

deitamo-nos na cama e ela diz:
- boa noite vitória.
- boa noite, pintas.

e sempre que nos deitamos e fingimos que vamos dormir com este cumprimento sinto que ela vê em mim a melhor amiga dela. somos cúmplices e ela chega a olhar para o tecto do quarto e perguntar: vitória, viste aquela águia?

há dias, porque também gostava de ser o pintas e não sei porquê sou a vaca, perguntei-lhe:
- porque é que eu sou a vitória e tu és o pintas?
ela, que não percebeu bem a pergunta, responde:
- porque somos uns animais.

my status is set to (11)

inquieta: um estado de espírito sempre-presente.

já se passaram as festas e tudo

o ano passado não teve balanços, porque na verdade a minha vida podia ser muito parecida à do ano que passou que não me importaria, os detalhes que lhe mudava seriam apenas detalhes e nada que valesse a pena descrever.
também não houve desejos para dois mil e nove elaborados em listas ponderadas e sentimentalistas, porque importa-me tanto o presente que não me consigo importar com o futuro.
deprimi, pensei e ponderei e tomei resoluções muito pessoais: eu e o meu umbigo. decidi que quero esforçar-me para concretizar aquilo que realmente quero e preciso e acho que já comecei a ter resultados.

um bom ano de dois mil e nove para todos.
e se querem saber, ouvi dizer que vai ser um bom ano.