já que ando em posts musicais ofereço-te, porque hoje é o teu dia, a minha última descoberta, para ouvires no regresso.
fleet foxes, white winter hymnal
28.3.09
parabéns, catarina :)
Etiquetas: música
tão, tão, tão linda
esta é, a propósito do último comentário, especialmente para a ana.
espero que gostes:
bonnie "prince" billy, i see a darkness
por pieter morlion
Etiquetas: música
27.3.09
lindo, lindo, lindo
para ouvir assim: sentada no chão de pernas cruzadas e olhos fechados. ou, na versão caseira, deitada no sofá ou com a cabeça na almofada em cima da cama mas sempre, sempre de olhos fechados e a cantar. bon iver, skinny love.
mais em: LaBlogotheque.
Etiquetas: música
life goes by *
ainda na ressaca de um trabalho aparece outro. uma razão para levantar cedo, programar o despertador e enfrentar a segunda circular às oito da manhã. uma responsabilidade, funções: uma ocupação e dinheiro. as coisas começam, embora ainda não idealmente, a compor-se devagarinho. um passo de cada vez. para ajudar, ainda mais, acabo de abraçar um projecto, à séria, que será um novo desafio.
a disponibilidade para os outros aumenta, o sol e o trabalho ajudam a sair do buraco. a vida social começa a entrar em agenda. e os amigos aqui mais perto.
e ainda, mesmo que no fim afinal não seja nada, amigos novos que se fazem ao longe na redescoberta de afinidades e cumplicidades que, pela força do tempo e sobretudo da vida, se julgava já esquecida. mas, afinal, nunca se esquece.
* sim, pratas, é mesmo isso. :)
Etiquetas: quotidiano
20.3.09
hoje estava capaz de comer um boi
ou então de beber uma grande de sagres na rua, em boa companhia, a falar de tudo e de nada.
Etiquetas: introspecção, quotidiano
19.3.09
acabei de ver a six feet under
mas ainda não me sinto preparada para falar sobre isso.
é demasiado.
Etiquetas: quotidiano, séries
é da primavera
tenho um part-time três manhãs por semana a começar na próxima segunda-feira; e vou voltar a escrever à séria, de borla, mas à séria.
(a ver se não estou a mandar foguetes antes da hora!)
Etiquetas: quotidiano
17.3.09
quatro dias, três noites e mais de três centenas de quilómetros
conhecer pessoas novas, dormir no beliche-de-cima e beber cervejas em plena rua augusta, mesmo à porta de 'casa' e ser a única rapariga. adormecer com beats a passearem-se em computadores e conversas já de madrugada. apagar e não ouvir mais nada e acordar só de manhã.
conversar com as roomies, os do quarto ao lado, os não-sei-de-onde e ir alargando a rede social, mesmo que por breves instantes e descobrir os amigos em comum.
gostei de todos os dias, do convívio e das pessoas que conheci, dos amigos que reencontrei e até do trabalho em si. viagens ao aeroporto carregam sempre um novo na volta, uma história, um talento e, às vezes, uma amizade de circunstância, mesmo com um etíope sexagenário que me tenta incutir a religião rasta, só para não dizer que não tenho nenhuma e ser uma miúda cool. de viajar da etópia a angola, sem nunca sair de portugal, e quase merecer um convite para uma muamba de galinha. de conhecer referências musicais de infância. de falar sobre viena com mora mesmo lá. e passar pelos estados unidos e, embora sem me mexer dada a exaustão física, assistir a uma noite tão animada e tão boa, mesmo a valer a pena. tanta coisa, tantas viagens pelo mundo.
e a palavra de ordem? a de sempre: música.
Etiquetas: música, quotidiano
11.3.09
dou por encerrado o tempo de clausura
dizem que é na rua, na vida social do costume, que se arranja emprego. e é verdade, acabou-se a clausura, já disse.
Etiquetas: quotidiano
"agora não que eu acho que não posso... amanhã vou trabalhar..." *
em coro, vá.
* movimento perpétuo associativo, deolinda.
Etiquetas: música, quotidiano
10.3.09
sobre os cinquenta anos da barbie
cá em casa, embora fossemos duas miúdas com a diferença de dois anos, não havia misturas. era tudo separado e dividido ao mílimetro - e não foi para teorizar sobre isso que aqui vim, por isso siga -, a minha irmã tinha a colecção da barbie e eu tinha a dos barriguitas.
claro que tive barbies (acho que tive o ken!), mas enquanto ela coleccionava a cozinha da barbie e mais-não-sei-quê, eu coleccionava o quarto das barriguitas, a casa-de-banho, essas coisas.
ah, lembrei-me desta
(ainda por verde, eco)
se há merdas que me chocam, mas chocam mesmo, porque as primeiras lições de ecologia que tive foi no programa da manhã do quarto canal com o carlos alberto moniz - quando o logo ainda era vermelho com um quatro amarelo horrendo! - é mandarem lixo para o chão.
(confesso que durante anos, até idade adulta, não tomei banho de imersão por causa do desperdício da água, ideia incutida claro está por aquele maravilhoso programa matinal. a verdade é que me sensibilizou muito para a causa e é uma recordação que sempre tive presente, embora às vezes bem escondida!)
o meu carro pode estar imundo, os meus bolsos e a minha mala, mas lixo para o chão?
vá, eventualmente mandei um caroço de uma maça, não é bonito, mas é difícil por no bolso e, pronto, é biodegradável, manda-se para a terra o que veio da terra, sei lá. raramente o fiz, mas sei que mais que isso não faço.
agora, o meu bebé (leia-se menino-bonito) pegar num maço de tabaco vazio e mandar pela janela do carro é assim, de repente, um belo tira-tesão - com os devidos créditos a miss kitty fane.
e foi por isso, atenção, mas é que foi só mesmo por isso, que faz hoje uma semana, me desculpei com a indisposição ai-que-o-chão-me-está-a-fugir e vomitei, só naquela - pura dissimulação! -, porque seria inadmissível eu não lhe resistir.
(quando a minha sobrinha me desabafar inconsolável que se espalhou no recreio mesmo à frente do joãozinho eu conto-lhes esta história, claro que ela vai morrer de vergonha de mim, mas apesar do embaraço vou saber que amor-de-tia é mesmo assim, não tem limites)
Etiquetas: quotidiano
são duas e quarenta e três da manhã e tenho de ir dormir que amanhã tenho uma reunião
lá para as cinco e meia da tarde.
eu sei, são vidas!
agora até soou a: esta não quer é fazer nada e ainda se queixa que não tem emprego. mas não. eu estava a ser irónica comigo mesma. fica para registo (na acta) que cá eu gosto de trabalhar.
Etiquetas: quotidiano
dia sónico
e a minha massagem que ainda obteve algum reconhecimento físico com uma sesta pré-festa de três anos da sobrinha entrou em total regressão com o pandemónio característico destas celebrações. pronto, escolhi mal o dia, mas durante cinquenta minutos umas belas mãos (de início um bocado ásperas mas o óleo depois deu conta do recado) percorram-me o corpinho e conseguiram realmente fazer-me relaxar.
assim que começar a trabalhar, à séria, vou fazer um fim-de-semana de spa.
Etiquetas: quotidiano
i'm too green for my love
tanto, mas tanto ano a ser oprimida por tudo o que fosse relacionado com o sporting (até os meninos bonitos) que, nem a propósito pois claro, a minha cor preferida passou a ser o verde.
não foi por provocação, juro, mas um dia alguém reparou que tinha um carro verde, uma mala verde e um porta-chaves verde - confesso as três coisas foram oferecidas e por isso nem sequer foram escolha minha - e fez o reparo, que devia gostar muito. certo que é, não se se a partir daí um já antes, quando dei por mim o meu guarda-roupa era excessivamente verde, com vários tons, modelos e afins, mas verde-mais-verde-não-há!
ai, e aquele all star verde alface que foram durante os meses em que duraram a minha verdadeira imagem de marca? s-u-c-e-s-s-o! e atitude, claro.
não fosse por isso, e atendendo a que o meu guarda-roupa se tornou bem mais triste e escuro por razões alheias à minha vontade, e o meu blogue passa a ter verde e uma foto tirada no melhor festival de sempre, em barcelona, com uma t-shirt verde e o meu casaco (velho) e preferido da benetton, amarelinho fluorescente e lilás com o símbolo antigo, retro. ai, o verde faz-me feliz o que é que eu hei-de dizer?
ainda assim, e apesar de achar que o vermelhor não me fica bem, sou benfiquista para a vida toda, todinha.
8.3.09
o que mais me irrita quando vejo uma série seguidinha
é o genérico, confesso.
fico prontamente a detestá-lo, a música entranha-se em mim e causa-me enjoos.
aconteceu-me com dexter e agora six feet under, mas weeds tem dos melhores e mais divertidos genéricos de sempre.
estou a uma temporada e meia dúzia de episódios de terminar o six feet under. gostava de tecer alguns comentários sobre a série mas, já que esperei até aqui, vou guardar para o fim.
Etiquetas: séries
dia da mulher
sinceramente, não me indigna haver um dia da mulher. as mulheres, as que vieram antes de nós sobretudo e agora nós, lutam para uma sociedade justa, para um lugar - um mundo! - em que tenha igualdade de direitos e deveres.
celebramos - e é feriado! - outras lutas que por aqui se foram fazendo: a da liberdade, a dos trabalhadores. a luta das mulheres é uma realidade, merecemos um dia não por sermos uma minoria, mas por sermos conquistadoras.
e todos os dias são dias da mulher. como todos os dias estamos de parabéns por termos nascido e continuarmos a viver. todos os dias somos livres e todos os dias podemos exigir os nossos direitos laborais. todos os dias são dias do mundo e tudo aquilo que cohabita nele.
hoje é dia de celebrar as mulheres, não somos coitadinhas nenhumas, mas de máquinas parideiras sentada em casa a tricotar, criar os filhos e cozinhar para a família passamos a ser mães que trabalham, têm um ordenado, criam os filhos e ainda fazem o amor que os maridos já (vá, estou a generalizar) já não precisam de procurar fora de casa. duvido, com todas as letras mesmo soletradas d-u-v-i-d-o que alguma criatura na terra, seja de que género, raça ou religião for, não considere as mulheres nos restantes dias dos anos.
quanto a nós, acho ligeiramente hipócrita e (tão) feminista recusarmos o dia ou a causa, por não nos lembrarmos da evolução dos tempos, das conquistas e das luta, que em pleno século XXI continua, nos lugares mais inacreditáveis do nosso mundo, à vista de todos. cada vez menos é certo, mas ainda existe e, talvez por isso, ainda seja tão presente para ser parte de um passado esquecido.
Etiquetas: introspecção, quotidiano
quatro dias três noites
para a semana trabalho quatro dias e, de bónus, ainda durmo três noites fora rodeada de pessoas (yes!) novas para mim, diferentes. vou ter horários, responsabilidades, funções. em suma, vou trabalhar, mesmo que sejam só quatro dias.
Etiquetas: quotidiano
7.3.09
querida sobrinha,
depois de amanhã, no dia nove, fazes três aninhos. já te ensinámos o três, com os dedos, há algum tempo, acho sempre graça quando para três dedos ficarem direitos teres de puxar com a outra mão os outros dois. e sabes contar até dez muito bem, quando não és trapalhona ou estás a fazer gracinhas.
dizem que sais à tia e tu própria já o dizes. dialogas como se fosses uma menina crescida como gostas de te defender quando te dizemos que não podes fazer alguma coisa.
ao lanche pedes torradinha do pão dos buracos com muita manteiga e pedes para te sentar na bancada da cozinha com o propósito de: primeiro afundar o dedos na manteiga e depois carregares no botão para a torrada saltar, embora uses sempre o segundo como argumento eu acho que o teu propósito principal é o primeiro. quando corto a côdea dizes sempre prontamente para não tirar a menteiga de tão gulosa que és.
és a menina menos egoísta que eu conheço. é certo que só tens um bombom dificilmente o partilhas - são tão pequenos que a tia percebe! -, mas estendes o braço e partilhas tudo o que tens. e nunca dizes que gostas mais de mim que de outra tia qualquer que tenhas, mesmo que seja emprestada.
és muito doce e carinhosa. só por exemplo, hoje chegaste do cabeleireiro e disse-te que estavas muito linda e tu respondeste: estou como tu. e cá estava eu, acabada de acordar, esquálida e de pijama a ficar de coração cheio. quando acordas ao meu lado e me das um beijo de bom dia ou sorris enches o meu dia, mesmo quando é um dia triste.
quando tinhas dois anos tiveste amigos imaginários a sério. querias que esperássemos que eles entrassem no elevador e outra série de coisas que acabamos sempre por respeitar. agora ando a tentar fazer-te entender que não podes culpar o beto - que não existe - por tudo aquilo que fazes de mal ou aquilo que querias fazer e se calhar não fazes e outras doidices que te tornam no ser único que és.
entraste a alguns meses na idade dos porquês, depois de saíres da fase o-que-é-isso? armazenaste direitinho todas as respostas que te demos e hoje fazes uso delas nas oportunidades mais pertinentes. e claro que não aceitas qualquer resposta. realmente sais a mim, quando era pequena, era chata e fazia mil perguntas, mesmo aquelas às quais o filme ainda nem tinha dado resposta.
deixaste de usar fralda há uma data de meses já, foste tu que pediste para não usar mais e, embora tenhas alguns acidentes, portas-te lindamente. dormes sozinha, mesmo depois de passares mais de dois anos a dormir só com a mãe, e gostas que te leiam histórias.
a seguir a mamã e papá a primeira palavra que aprendeste foi tia. claro que a tia garantiu, pelo efeito repetição, que não te esquecesses de como se dizia tia, embora sinceramente nunca achei que realmente o fosses dizer. o avô e a avó ficaram bem ciumentos por isso.
há três anos atrás - dia oito de março - a tia vivia no porto e foi apanhar o teu pai ao aeroporto, que vinha de inglaterra para te ver nascer. a tia com o carro na reserva e o teu pai - sem que eu imaginasse - foi pelo freixo em vez de ir pela arrábida o que invalidou que abastecessemos na estação de serviço de gaia. ficamos sem gasolina a um quilómetro da estação da antuã. parámos o carro na berma em quatro piscas, sem coletes, nem triângulo posto. uma vergonha. a gnr apanhou-nos no caminho de volta ao carro e convidou-nos a entrar para nos levar de volta ao local do incidente. a tia assumiu a multa, que o agente delicadamente diminuiu apenas para a questão do triângulo (além da que é proibido parar na auto-estrada), alegando ser grave e apenas implicar o pagamento de cento e vinte euros.
nasceste, cheia de cabelo, vermelhinha e pequenina, mas ainda assim foste o amor de toda a gente. tu e a mamã tiveram direito a um cesto cheio de margaridas para surpresa de todos, mais minha confesso, do ex-namorado da tia.
um ano depois, em rescaldo, a tia foi convidada a entregar a carta durante trinta dias devido ao episódio da auto-estrada e descobriu que havia sido multada - estacionamento! - momentos antes, no mesmo dia, no aeroporto.
como vês o teu nascimento estará sempre envolto neste episódio caricato. e tu marcas a vida da tia antes de começar a trabalhar, por isso terás tantas anos quantos os que a tia tiver trabalhado e marcarás, para sempre, também a altura em que a tia deixou de ser uma sonhadora para ser uma realista, marcas o ano em que a tia começou a crescer sozinha e se tornou mais ela mesma, também mais forte. és parte da minha vida e de mim e aconteça o que acontecer és a princesa da tia. quando fores crescida podes vir a correr para mim para te queixares de como as mães são chatas. como o papá sempre viveu longe talvez não te vás aparceber do que se aproxima, afinal o divórcio não será muito diferente da separação de facto e, embora nunca nenhum de nós possa ser teu pai, acredita que todos estamos aqui para te fazer feliz.
Etiquetas: ser tia é
continuo a gostar de março
ninguém diria, mas são as visitas ao hospital que me fazem sair de casa. aproveito para me encontrar com amigos. terça-feira a falar de projectos, visitar na loja do costume e jantar a melhor pizza do mundo, alojada nos subúrbios, com a minha afilhada: dia cheio.
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3.3.09
estou a gostar de março
regressar ao ritual do rio, desta como protagonista de uma linda (e triste) figura onde a é de salientar a falta de segundas-intenções e sobretudo a falta de força para as desmentir, é a vida.
acordar de ressaca, cumprir a visita-no-hospital e ver uma cara mais animada e lúcida, bem como um médico a quem não me sai da cabeça convidar para jantar - era uma sortinha danada eu ter coragem para isso! Mergulhar numa tarde de sol no noobai numa animada e divertida conversa entre uma amiga acabada de regressar de barcelona e um novo amigo. voltar ao hospital, jantar fora e chegar a casa cansada, de rastos. a achar que todos os dias deviam ser assim: cheios e alegres, a dar vontade de os repetir.
agora um emprego, vá lá, as coisas a parecerem mais animadas e eu cheia de vontade de sair de casa e fechar-me num sítio qualquer a trabalhar, a ver pessoas e a ganhar dinheiro... vá lá... pronto, se não for isso quero uma noite como a de ontem, mas com um final mais... feliz, pronto.
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